Muitas pessoas têm o benefício negado pelo INSS porque a perícia médica não reconhece corretamente o grau da deficiência apresentado pelo segurado. Porém, o que muita gente não sabe é que existe a possibilidade de recorrer da decisão e buscar a revisão da avaliação realizada. Em diversos casos, o recurso administrativo ou judicial pode aumentar o grau da deficiência reconhecido e garantir o direito à aposentadoria da pessoa com deficiência.
A aposentadoria da pessoa com deficiência possui regras diferenciadas, levando em consideração o grau da limitação — leve, moderada ou grave — e o tempo de contribuição do trabalhador. Quando o INSS enquadra o segurado em um grau menor do que o real, isso pode atrasar ou até impedir a concessão do benefício.
O recurso é importante especialmente quando a perícia desconsidera laudos médicos, exames, limitações funcionais ou o histórico profissional do segurado. Com a apresentação de documentos mais completos e argumentos técnicos adequados, é possível demonstrar que a deficiência causa impactos maiores na rotina e na capacidade de trabalho.
Além disso, decisões judiciais têm reconhecido que a análise deve considerar não apenas a doença em si, mas também as dificuldades enfrentadas no dia a dia, locomoção, comunicação e inserção no mercado de trabalho.
Por isso, quem teve o pedido negado ou recebeu uma classificação incorreta da deficiência deve buscar orientação jurídica especializada. Um recurso bem elaborado pode corrigir a avaliação do INSS, aumentar o grau da deficiência reconhecido e garantir o acesso à aposentadoria com mais rapidez e segurança.